As Maiores Descobertas da Medicina






 
É evidente que os avanços alcançados na Medicina já salvaram milhões de vidas no mundo, ficando difícil eleger os mais importantes. No entanto, Meyer Friedman e Gerald W. Friedland (As Dez Maiores Descobertas da Medicina – Cia. das letras, 1999), e a revista Veja (Cecília Araújo, retirada do livro “À Sombra do Plátano - Crônicas de história da medicina”, de Joffre Marcondes de Rezende - Editora Unifesp, 2009) resolveram se arriscar e criaram sua listas. As duas listas são boas e concordam em alguns itens, mas considero a lista de Friedman mais completa.




Livro “As 10 Maiores descobertas da medicina” de Meyer Friedman & Gerald W. Friedland. (Cia das letras, 1999).

Revista Veja (21 jan. 2010) disponível em: Revista Veja Online

1. Anatomia Moderna (1543) por Andreas Vesalius;

1. Imunização preventiva;

2. Bactérias (1675) por Anton van Leewenhoek;

2. descoberta dos antibióticos;



3. Circulação do sangue (1628) por William Harvey;

3. Síntese de hormônios e vitaminas;

4. Vacina (1796) por Edward Jenner;

4. Métodos diagnósticos por imagens;

5. Anestesia (1842) por Crawford Long;

5. Técnicas laboratoriais de alta complexidade;

6. Raios X (1895) por Wilhelm Rontgen;

6. Fibro e videoendoscopia (1958);

7. Cultura de tecidos (1906) por Ross Harrison;

7. Engenharia genética;

8. Colesterol (1912) por Nikolai Anichkov;

8. Fecundação artificial;

9. Antibióticos (1929) por Alexander Fleming;

9. Processos cirúrgicos;

10. DNA (1953) por Maurice Wilkins;

10. Transplante de órgãos;



Estas descobertas revolucionaram o conhecimento sobre o corpo humano, sobre as doenças e seus tratamentos, e com isso aumentaram a qualidade e a expectativa de vida em todo o mundo.



1. ANATOMIA MODERNA (1543 - Andreas Vesalius)




O médico belga Andreas Vesalius é considerado o “pai da anatomia moderna”. Antes dele, já haviam relatos de dissecação de cadáveres, sendo que o relato mais antigo de uma dissecação pertence ao grego Teofrasto (? – 287 a. C.), discípulo de Aristóteles. Ele a chamou de anatomia (em grego, “anna temnein”).

Vesalius dissecou cadáveres durante anos e é considerado o pai da anatomia moderna por ter descrito detalhadamente a anatomia em seu livro “De Humani Corporis Fabrica” (1543), o qual é baseado na observação direta do corpo humano, com desenhos muito realistas, considerado uma das obras-primas da medicina.



2. BACTÉRIAS (1675 - Antony van Leeuwenhoek)



As bactérias foram descobertas pelo negociante escocês Antony quando este observou ao microscópio resíduos retirados de seus próprios dentes e, para sua surpresa, viu seres minúsculos em forma de bastonetes. Ele também observou seres microscópicos semelhantes em muitos outros materiais (água parada, gota de água sobre plantas etc.) Em suas descrições, ele refere a esses seres microscópicos como "animálculos", que significa pequenos animais. Seres microscópicos como descobertos por Leeuwenhoek somente passaram a despertar o interesse dos cientistas no final do século XIX, quando médico alemão Robert Koch descobriu que eles eram a causa de uma doença do gado, o antraz. Até então, a noção de que as bactérias podiam causar doenças foi sendo lentamente aceita, com a demonstração da origem bacteriana de diversas doenças humanas, como a gonorreia, lepra etc.


3. CIRCULAÇÃO DO SANGUE (1628 - William Harvey)



William Harvey, médico britânico, foi quem descreveu pela primeira vez (corretamente) os detalhes do sistema circulatório, mostrando como o sangue é bombeado por todo o corpo pelo coração. Para mostrar o caminho do sangue aos incrédulos, Harvey abria um porco vivo durante suas palestras. Esse médico britânico dedicou a vida a estudar o funcionamento e a anatomia do coração, veias e artérias. O resultado está em “De Motu Cordis” ("Sobre o Movimento do Coração e do Sangue"), obra fundamental sobre a circulação sanguínea, que pôs por terra conceitos errados que sobreviviam havia 14 séculos.



 
4. VACINA (1796 - Edward Jenner)



Durante muito tempo se lutou contra a varíola. A doença matava até 40% dos doentes e, entre aqueles que sobreviviam, muitos ficavam cegos e desfigurados. O mal também atacava o gado, cavalos e porcos. Em 1796, o britânico Jenner, ao observar que as mulheres responsáveis pela ordenha quando expostas ao vírus bovino tinham uma versão mais suave da doença, recolheu o líquido que saía destas feridas e passou-o em cima de arranhões que ele provocou no braço de um garoto. O menino teve um pouco de febre e algumas lesões leves, tendo uma recuperação rápida. Com isso, descobriu que se uma pessoa fosse contaminada pela ferida da varíola bovina, uma forma muito mais branda da doença, ficaria livre de pegar a varíola humana. Estava descoberto o princípio da vacina.



5. ANESTESIA (1842 - Crawford Long)



Até o século 19, os pacientes costumavam desmaiar de dor e desespero durante as operações. Foi quando se descobriu o poder anestésico do éter. O primeiro a testar a teoria para fins cirúrgicos foi o americano Long, que convenceu um paciente a cheirar uma toalha embebida em éter até ficar inconsciente. Quando acordou, o sujeito estava sem um cisto no pescoço, sem memória das últimas horas e, melhor, não precisou sentir as dores atrozes da cirurgia. Essa grande invenção na história da medicina não só beneficiou os pacientes, como também tornou mais fácil a vida dos cirurgiões, que não tinham mais que lidar com pacientes desesperados contorcendo-se de dor na mesa de cirurgia durante uma amputação, ou com uma fuga precipitada.



6. RAIOS X (1895 - Wilhelm Röntgen)



A descoberta ocorreu quando Röentgen estudava o fenômeno da luminescência produzida por raios catódicos num tubo de Crookes. Todo o aparato foi envolvido por uma caixa com um filme negro em seu interior e guardado numa câmara escura. Próximo à caixa, havia um pedaço de papel recoberto de platinocianeto de bário. Ele percebeu que quando fornecia energia cinética aos elétrons do tubo, estes emitiam uma radiação que marcava a chapa fotográfica. Intrigado, resolveu colocar entre o tubo de raios catódicos e o papel fotográfico alguns corpos opacos à luz visível. Após exaustivas experiências com objetos inanimados, pediu à sua esposa que posicionasse sua mão entre o dispositivo e o papel fotográfico. O resultado foi uma foto que revelou a estrutura óssea interna da mão humana. Essa foi a primeira radiografia, nome dado pelo cientista à sua descoberta.



7. CULTURA DE TECIDOS (1906 - Ross Granville Harrison)


O zoologista americano Harrison descobriu como cultivar células vivas em laboratório, independentemente das plantas ou animais de onde vieram. Com o objetivo de responder como as fibras nervosas se formavam, ele retirou fragmentos de tubo neural de embriões de sapos em lamínulas estéreis, encobriu os fragmentos de tecido em uma gota de linfa fresca de sapo e emborcou a lamínula com o tecido em uma lâmina para acompanhamento de culturas de bactérias. Assim, ele pôde acompanhar o desenvolvimento das fibras nervosas do sapo a partir das células que ele retirou vivas do animal. A descoberta permitiu estudar moléculas e células de organismos vivos, desenvolver vacinas contra poliomielite, sarampo, entre outras.



8. COLESTEROL (1912 - Nikolay Nikolaevich Anichkov)


Sabemos hoje que o nível alto de colesterol no sangue é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, incluindo a arteriosclerose (obstrução das artérias). Entretanto, o primeiro indício dessa relação ocorreu em 1910, quando Windaus observou que nas lesões ateromatosas havia seis vezes mais colesterol do que na parede normal das artérias. Porém essa observação não foi suficiente para associá-lo como causa da doença.

Foi um grupo de médicos russos, liderados por Nikolai Anichkov que fez essa associação. O russo Anichkov alimentou coelhos com gemas de ovos e descobriu que o animal que mais mata seres humanos no mundo é... a galinha. Durante a autópsia, Anichkov notou a presença de placas nas artérias dos coelhinhos, iguais às encontradas nas aortas de corações humanos. Com essa observação, apontou para a medicina o perigo do consumo de colesterol e as doenças provocadas por esse tipo de gordura, como a arteriosclerose.



9. ANTIBIÓTICOS (1929 - Alexander Fleming)



O primeiro antibiótico identificado pelo homem foi a penicilina. Alexander Fleming, bacteriologista do St. Mary's Hospital, de Londres, já vinha havia algum tempo pesquisando substâncias capazes de matar ou impedir o crescimento de bactérias nas feridas infectadas, pesquisa justificada pela experiência adquirida na Primeira Grande Guerra, na qual muitos combatentes morreram em consequência da infecção em ferimentos profundos e mal-tratados por falta de tratamento adequado.

E em 1928 Fleming desenvolveu pesquisas sobre estafilococos, quando descobriu a penicilina.
Em 1928 Fleming tirou férias e, por esquecimento, deixou algumas placas com culturas de estafilococos sobre a mesa, em lugar de guardá-las na geladeira ou inutilizá-las. Ao retornar ao trabalho, observou que algumas das placas estavam contaminadas com fungos, e notou que havia em uma das placas, um halo transparente em torno do fungo contaminante, o que parecia indicar que aquele produzia uma substância bactericida. O fungo foi identificado como pertencente ao gênero penicillium, de onde deriva o nome da penicilina dado à substância por ele produzida. Porém foram necessários mais de 12 anos para que se chegasse à etapa de ministrar a nova fórmula em humanos, o que ocorreu somente durante a Segunda Guerra Mundial. Base dos antibióticos, a penicilina revolucionou a medicina e deu impulso decisivo à moderna indústria farmacêutica.



10. DNA (1953 - Maurice Wilkins)



O físico neozelandês Wilkins supôs que o DNA era o transmissor da hereditariedade e, em 1947, foi para Londres trabalhar com John T. Randall sobre vários temas ligados ao DNA, na récem-criada Unidade de Biofísica do King’s College. Wilkins foi o primeiro a isolar uma molécula de DNA e fotografá-la com raios X, revelando a forma helicoidal do DNA. No entanto, a maior parte dos méritos pela descoberta do DNA coube a James Watson e Francis Crick. A dupla de cientistas publicou, em 1953, um artigo em que desvendavam o mistério da estrutura de espiral dupla que caracteriza a "chave da vida". No entanto, a façanha não seria possível sem os estudos de Wilkins.



Estes são as 10 descobertas da medicina consideradas mais importantes. lembrando que poderíamos colocar outras, como a descoberta da insulina e da cortisona, dos retrovirais, entre outras.


Fontes:

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26 de novembro de 2016 21:22

eu estava lendo sobre a #anestesia agora entendo como é que o pastor manda todos fazer fila e passa o palito no rosto do povo e cai a fila toda no chão a moça que não cai fica meio com tontura ai eles segura ela,outro exemplo o colete ungido do pastor Feliciano,esses cai cai também que alguns pastores e padres coloca a mão perto da testa da pessoa e alguns deles assopra no rosto pra aumentar o efeito ai diz que a pessoa cai na unção repouso no espirito etc... é um alerta se perder os sentidos cuidado.

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